sábado, 25 de junho de 2016

TEORIA & HISTÓRIA LITERÁRIA | MACUNAÍMA - MÁRIO DE ANDRADE

TEORIA & HISTÓRIA LITERÁRIA

RESENHA | Por Nicholas Merlone

MACUNAÍMA (1928)

MÁRIO DE ANDRADE


"POUCA SAÚDE E MUITA SAÚVA,
OS MALES DO BRASIL SÃO."

Autor: Mário Raul de Morais Andrade (São Paulo | 1893 - 1945)

Movimento Literário: Modernismo (1a. Geração | 1922-1930)

Traços característicos: 

Objeto: tipo de mistura do folclore e do povo brasileiro. O autor junta o fantástico e o sobre-humano ao narrar as peripécias de um anti-herói. Macunaíma se trata do representante de todos os períodos e locais brasileiros. O personagem central, Macunaíma, é, na verdade, "um herói sem nenhum caráter", que trai e é traído, preguiçoso, mas ligeiro, uma contradição, de fato, diferente do ideal romântico.

Estilo: Próximo da informalidade, da oralidade. Erudito e popular, heróico e picaresco. Com termos populares e indígenas, o autor busca criar um português "brasileiro".

Narrativa: O narrador da obra somente se revela ao final. Na parte em que começa com o lugar-comum: "Acabou-se a história e morreu a vitória", já que todos morreram. Um homem ouviu a história contada por um papagaio. Esse homem era Mario de Andrade (1893 - 1945) que criou um enredo complexo, baseado em ampla erudição folclórica, com tom coloquial e referências de diversas estirpes. Pode-se classificar o livro como uma rapsódia, já que se trata de uma composição livre, tida em melodias populares ou folclóricas. O anti-herói é concebido na selva, filho de uma índia. Filho do medo da noite. Fala com atraso e somente se locomove quando escuta o som do dinheiro. Torna-se príncipe e trai o irmão quando brinca com as cunhadas. Joga no bicho e pretende tirar vantagem em tudo; inteligente e preguiçoso. Cresce e mata a mãe. Ci torna-se sua esposa, guerreira amazona. O protagonista vira o imperador do Mato Virgem. Depois de 6 meses, tem um filho. O garoto morre, virando a planta do guaraná. Sua mulher, com desgosto, se torna a estrela Beta. Antes disso, deixa para Macunaíma a muiraquitã, uma pedra mística que lhe assegura a felicidade. Porém, Macunaíma perde a pedra, que chega ao comerciante peruano Venceslau Pietro Pietra, em São Paulo. Com seus irmãos, Macunaíma parte para São Paulo, com o objetivo de reaver a pedra, seu ideal. Todavia, Venceslau, disfarçado de comerciante, é o gigante Piaimã, comedor de gente. Depois de tentar reaver a pedra sem sucesso, Macunaíma tenta a macumba e somente aí consegue a pedra. Então, volta para o Amazonas e é atraído pela Iara, perdendo de vez a pedra. Desiludido, parte para o céu, virando uma estrela de brilho inútil.

Síntese conclusíva: Macunaíma se trata do insumo para a reflexão do brasileiro a respeito de si próprio.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Galeria | Pinte o 7! | Inauguração by Konstantin Gerber

Em nossa inauguração, é com grande satisfação que expomos em nossa Galeria | Pinte o 7! as obras do amigo Konstantin Gerber. Fale com Ele: k.gerber@uol.com.br . Tem algum trabalho? Desenhos, Fotografias ou Pinturas? Envie-nos que aqui expomos!


Chapu 60 cm x 80 cm


Conversas ao telefone 50 cm x 70 cm



Sem título


Sem título


Sem título


Sem título


Grande festa 1,00 m x 1,80 m


Macaco melancia 60 cm x 80 cm


Rosa flor 1,00 m x 70 cm


Sanguneo 1,00 m x 1,40 m

sábado, 18 de junho de 2016

TEORIA & HISTÓRIA LITERÁRIA | José Veríssimo | História da Literatura Brasileira

A partir de Nota Bibliográfica (Wilson Lousada) e Prefácio (Tristão de Athayde) descortino um pouco sobre José Veríssimo, que nasceu em Belém do Pará, em 08 de abril de 1857, e faleceu em 02 de fevereiro de 1916. O autor mudou-se para o Rio de Janeiro, capital do Pais, de então. Lá estudou no Colégio Pedro II, e foi jornalista, como exemplo, no Jornal do Brasil. Cítico de sua época, afirmou que a Literatura Brasileira só ganhou autonomia com o Romantismo, estando, antes disso, vinculada à Literatura Portuguesa. Foi notável por criticar o nacionalismo e, além disto, por ter um enfoque objetivo, em detrimento de um olhar subjetivo. Sua época de atuação foi de modo maior o Realismo.
Na Introdução de sua obra sempre atual, História da Literatura Brasileira, alguns pontos ganham destaque. "Literatura é arte literária. Somente o escrito com o propósito ou a intuição dessa arte, isto é, com os artifícios de invenção e de composição que a constituem é, a meu ver literatura"(1969, p. 10). Ou ainda com crítica mordaz: "A história da literatura brasileira é, no meu conceito, a história do que nossa atividade literária sobrevive na memória coletiva de nação.[...] Ainda nela entram muitos nomes que podiam sem inconveniente ser omitidos, pois de fato bem pouco ou quase nada representam. [...]"
Para encerrar a Introdução de sua obra, Veríssimo assinala: "Por motivos óbvios de discrição literária não quisera este livro ocupar senão de mortos. Esta norma, porém, era quase impossível segui-la na última fase da nossa literatura, vivendo ainda, como felizmente vivem, alguns dos principais representantes dos movimentos literários nela ocorridos; calar-lhes os nomes seria deixar suspensa a história desses movimentos. Ainda assim apenas ocasionalmente, por amor de completar ou esclarecer a exposição, se dirá de vivos. Tal o espírito em que após mais de vinte e cinco anos de estudo da nossa literatura empreendo escrever-lhe a história. Não me anima, em toda a sinceridade o digo, a presunção de encher nenhuma lacuna nem de prevalecer contra o que do assunto há escrito, certamente com maior cabedal de saber e mais talento. Não há matéria que dispense novos estudos." (1969, pp. 15-16)

sexta-feira, 17 de junho de 2016

APERITIVO NA JANTA | Emily Dickinson | Linhagem

PEDIGREE

The pedigree of honey
Does not concern the bee;
A clover, any time, to him
Is aristocracy.

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LINHAGEM

A linhagem do mel
Da abelha não é cria;
Um trevo, sempre, pra ele
Será aristocracia.





quinta-feira, 16 de junho de 2016

APERITIVO NA JANTA | PASQUIM APRESENTA | STANISLAW PONTE PRETA | MÁXIMAS INÉDITAS DE TIA ZULMIRA

APERITIVO NA JANTA |

PASQUIM APRESENTA |

STANISLAW PONTE PRETA |

MÁXIMAS INÉDITAS DE TIA ZULMIRA |


"A maior sensação da minha vida foi nascer,
mas infelizmente eu já não me lembro mais."

p. 36

Breve Nota: Nascer realmente é preciso. Tão preciso que
se não nascêssemos não viveríamos.


quarta-feira, 15 de junho de 2016

APERITIVO NO ALMOÇO | ANTONIO PRATA | Seu Araújo In: As Pernas da Tia Corália

Antonio Prata

As Pernas da Tia Corália

"Computação e inglês, jovem. Hoje em dia tudo o que você
precisa saber é isso, vai por mim: computação e inglês."

[Seu Araújo]

Breve Nota | NM: Realmente, Seu Araújo sabe tudo. Computação e inglês,
hoje em dia. Pra que o resto? Como se diz, resto é resto...